quinta-feira, 31 de julho de 2014

O que foi a Confederação do Equador ?

                                                             Bandeira usada por revoltosos.

Após a chegada da Corte portuguesa, em 1808, o Rio de Janeiro não teve do que reclamar. Dom João VI e seu séquito transformaram a cidade no centro do Império Português. Ela passou a receber impostos vindos das outras regiões do Brasil e a desfrutar de todas as vantagens do sistema colonial. Se antes os brasileiros odiavam o controle exercido por Lisboa, agora era a supremacia do Rio que causava indignação. Na região norte (que hoje chamamos de Nordeste), o ressentimento com a corte era enorme. As cidades de lá não viam vantagem em mandar tanto dinheiro para o sul. Entre as taxas, havia uma destinada a financiar a iluminação das ruas do Rio. Não é surpresa que ela tenha se tornado o grande símbolo da exploração.

Em nenhum lugar a revolta foi tão contundente como em Pernambuco. Entre 1817 e 1824, a província se manteve em estado de rebeldia constante, tornando-se uma pedra no sapato do rei português dom João VI e, depois, do imperador brasileiro dom Pedro I.





Após a independência, o Brasil precisava de novas leis. Em 1823, foi eleita uma Assembléia Constituinte, que se reuniu no Rio de Janeiro. Mas, em 12 de novembro, dom Pedro I ordenou seu fechamento. Os temores haviam se concretizado: o imperador não estava muito a fim de dividir seu poder. Na província de Pernambuco, a reação veio rápido e, em 13 de dezembro, as câmaras municipais de Recife e Olinda elegeram uma junta de governo. À frente dela estava Manuel de Carvalho. Veterano da Revolução de 1817, ele havia se refugiado nos Estados Unidos, onde se encantara com o grau de autonomia dos estados. Era isso o que muitos pernambucanos queriam para o Brasil. Mas, em 25 de março de 1824, o imperador entregou ao país uma nova Constituição. No texto, dom Pedro I estava acima do povo e de qualquer instituição. E era ele, claro, quem deveria escolher os presidentes das províncias.


Para Pernambuco, o imperador nomeou José Carlos Mayrink. Em meio à agitação na província, entretanto, o escolhido não teve coragem de assumir. Dom Pedro I mandou uma esquadra bloquear o porto de Recife enquanto o poder não fosse passado a Mayrink. Os pernambucanos continuaram irredutíveis até que, em junho, a frota teve de voltar ao Rio por causa de uma suposta ameaça de invasão portuguesa.


Com o fim do bloqueio, Manuel de Carvalho propôs que as províncias do norte se unissem para formar um país independente. Em 2 de julho de 1824, nascia a Confederação do Equador, inspirada nos Estados Unidos. Um dos membros mais destacados do movimento foi Frei Caneca. Com sua influência religiosa, ele conseguiu o apoio de Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, que aderiram à Confederação. Em pouco tempo, as notícias sobre o levante no Brasil chegavam no exterior. Nem todas as grandes nações da época haviam reconhecido a autoridade de dom Pedro I e a revolta não ajudava em nada a diplomacia. Em agosto, tropas imperiais desembarcaram em Alagoas e de lá foram para o Recife e contaram com os senhores de engenho que ajudaram a derrubar os rebeldes.


A Confederação foi extinta em 29 de novembro. Manuel de Carvalho foi poupado e fugiu para a Inglaterra, enquanto outros líderes da insurreição foram executados. No Rio de Janeiro, a Corte respirava aliviada com a manutenção de seu poder sobre todo o país. Mas vivia com medo dos pernambucanos.








Um comentário:

  1. Nossa história
    MUDAROBRASILJUNTOS/Vamos Mudar o Brasil·Sábado, 9 de dezembro de 2017
    Criar um projeto de REFORMA POLÍTICA amparada na CONSTITUIÇÃO " Estados e Municípios, atendendo ao desejo de sua população expresso em plebiscitos, podem dividir-se ou se unir; Porém, não tem assegurado pela Constituição o direito de se tornarem independentes. SLOGAN - MUDAROBRASILJUNTOS/Vamos Mudar o Brasil, criando na soma de Estados com seus Municípios 5 (CINCO) REGIÕES que serão autônomas em seus processos de GESTÕES com a unificação dos poderes políticos municípais, estaduais e federais em um só poder intitulado de PODER REGIONAL, que responderão..........................

    Pressionando OS BRASILEIROS UNIDOS PARA A REFORMA POLÍTICA. e 5 outros
    MUDAROBRASILJUNTOS
    Polivio Fernandes das Neves Niterói, Brasil
    Polivio Neves
    6 de out (Há 2 dias)
    para Change.org
    MUDAROBRASILJUNTOS/Vamos Mudar o Brasil Atenção: O pacto federativo que rege o Estado Brasileiro está somente no papel. É nesta disparidade que se encontra as raízes da desigualdade social brasileira como também na falácia do Federalismo Brasileiro. O sistema além de injusto, não respeita o principio das igualdades, ou melhor dizendo a capacidade contributiva, se presta para desinformar, desarticular a sociedade de maneira a impedir que cada cidadão tenha certeza de quanto está pagando de tributos ao Estado e, por conseguinte, impede que o Estado seja cobrado por suas responsabilidades e por serviços públicos inefetivos, indignos e de péssimas qualidades. DEVEMOS LIMITAR A CONCENTRAÇÃO DE PODER DA UNIÃO FEDERAL , MESMO QUE SEJA MANTIDA A OPÇÃO DO FEDERALISMO DE FORMA QUE UMA REFORMA POLÍTICA, E, PARALELAMENTE À TRIBUTÁRIA VENHA A TRAZER UMA NOVA NAÇÃO DESCENTRALIZADA ATRAVÉS DA CRIAÇÃO DE CINCO (5) REGIÕES, COM AS RESPONSABILIDADES SOCIAIS ÚNICAS, LIVRES NA ADMINISTRAÇÕES DOS TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES PAGAS PELOS BRASILEIROS. (A Constituição diz: Estados e Municípios, atendendo ao desejo de sua população expresso em plebiscitos, podem dividir-se ou se unir; Porém, não tem assegurado pela Constituição o direito de se tornarem independentes.) - Assim será feito, mas nós brasileiros, com a REFORMA POLÍTICA e TRIBUTÁRIA vamos mudar o Brasil. MUDAROBRASILJUNTOS. (Região 1- São Paulo Região 2- Paraná/Santa Catarina/Rio Grande do Sul Região 3-Rio de Janeiro/Minas Gerais/Espírito Santo Região 4- Bahia/Sergipe/Alagoas/ Pernambuco/Paraíba/Rio Grande do Norte/Ceará/Piauí/Maranhão Região 5- Goiás/Mato Grosso/Mato Grosso do Sul/Tocantins/Amapá/ Pará/Roraima/Amazonas/Acre/Rondônia. (O Distrito Federal será isolado à nível de evitar a concentração de Poder junto a União Federal sendo mantido através de um enxugamento da máquina pública que será repassada a autonomias e responsabilidades de cada REGIÃO). O projeto será objeto de muitas discussões e fim dos privilégios.

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